Recentemente, duas lesões ocasionadas por armas de fogos, ocorreram nos EUA – uma em Ohio e outra na Califórnia. Nos dois casos, os acidentes ocorreram devido o “achismo” dos responsáveis pelos cursos (instrutores) e também, dos próprios alunos de que suas as armas estavam sem munição e próprias para o manuseio em treinamento. Nestes dois casos, felizmente as armas, no momento dos acidentes, não estavam apontadas para ninguém. As lesões ocasionadas foram feitas apenas por estilhaços do ricochete das munições.
Situações de risco como essas em campos de treinamentos com armas de fogo é uma constante que precisam ser subtraídas definitivamente dos cursos e treinamentos em todo o mundo – quando o instrumento principal é a arma de fogo.
Fora dos EUA, no Reino Unido, depois da morte de um policial em treinamento o uso de armas de fogo em cursos foi fortemente regulamentado por procedimentos que elevam ao máximo a Proteção e a Segurança dos alunos em campos de treinamento. Ainda assim, há uma média de duas mortes por ano ocasionados por disparos acidentais em cursos e treinamentos. Em 2008 em Manchester um policial morreu em um treinamento com arma de fogo.
Até 2008, apenas cinco oficiais tinham sido acidentalmente mortos com uma arma de fogo da polícia. Dois deles morreram durante o treinamento.
O último oficial a morrer foi Pc Samuel Lock, da Polícia Metropolitana, em 1950, que foi baleado durante a limpeza de uma pistola dentro de uma delegacia de polícia.
Antes dele, outro oficial foi morto durante um exercício de treinamento em 1941 quando foi baleado pelo instrutor do treinamento.
No Brasil, vários são os casos envolvendo disparo acidental de armas de fogo durante cursos e treinamentos.
O caso mais dramático é o do cabo Saul Humberto Martins, 40 anos, que levou um tiro nas costas do soldado Emerson Tiago Paraense em um treinamento de abordagem. Toda a cena no momento do disparo foi filmada.
Outro caso singular que se pode mencionar é a simulação realizada em Rondonópolis (MT), quando na ocasião a PM fazia a simulação de um sequestro com resgate a vítimas. Alguns policiais puseram munição de verdade nas armas, ao invés de festim.
Ambos os casos foram documentados em vídeo e servem de exemplo para serem estudados com a finalidade de se buscar resultados que possibilitem evitar que tragédias como estas se repitam.
Papel fundamental dos responsáveis pela Educação em Segurança Pública dos Operadores de Segurança Pública em todo o Brasil, sejam estes ligados diretamente ao trabalho público ou ainda empresas especializadas como é o caso do TDA 3.
“Não podemos ter esta variável constante no meio das Corporações Policiais do Brasil. Já é difícil assimilar a perda de homens e mulheres na luta contra o crime – imagina perder um profissional em um curso ou treinamento” – impossível de aceitar!
Nos EUA a maioria dos acidentes ocorre no manuseio das armas de fogo e não na dinâmica do treinamento. Isso nos permite dizer que na verdade não são simples acidentes que está ocorrendo, mas sim negligência por parte do Operador de Segurança em portar seu equipamento.
Então, o primeiro passo é entender o que ocasionou os disparos negligentes e, neste momento vale esclarecer o significado da palavra negligência:
- origem do (do latim "negligentia") é o termo que designa falta de cuidado ou de aplicação numa determinada situação, tarefa ou ocorrência. É frequentemente utilizado como sinónimo dos termos "descuido", "incúria", "desleixo", "desmazelo" ou "preguiça".
Continuando, nas sindicâncias e inquéritos abertos a cada ocorrência de disparo negligente sempre encontramos um somatório de situações que levaram ao disparo trágico, mas uma regra é clara: a arma somente disparou porque estava com munição no local não permitido ou simplesmente porque o seu operador pensou que sua arma não estava, mas está com munição.
Para evitar que falhas desta natureza ocorram o TDA 3 quando em sua educação é necessário fazer uso de armas de fogo, adotamos normas e procedimentos rigorosos que buscam a proteção e a segurança de todos os envolvidos nos cursos e treinamentos.
Além de regras práticas fazemos uso também de materiais didáticos pedagógicos que simulam a portabilidade da arma de fogo, permitindo aos instrutores ter maior liberdade de educação com a turma e quando há a necessidade de disparos usamos uma completa comunicação visual e sonora para alertar os participantes sobre o que desejamos durante toda a educação.
“Somos especialistas em educação para a segurança pública e privada e fazemos também ciência comprovando novos conceitos e quebrando regras antigas, mas tudo com proteção e segurança para a vida dos alunos acima de tudo”.
Conheça os conceitos do TDA 3 e veja como fazemos ciência em segurança pública de vanguarda e participe conosco em um de nossos cursos e treinamentos.
Garanto que valerá a oportunidade.
Fabrizzio Bonela Dal Piero
Fundador, Diretor e Instrutor do TDA 3.